A foto perfeita

Sempre fui MUITO fã da Fernanda Souza.

Na verdade descobri que ela era Fernanda depois de anos achando que o nome dela era Mili.

Logo vemos o quanto eu era fã…

Bom, ela lançou uma peça chamada “Meu passado não me condena” e eu, de forma sútil e amorosa pedi pra que meu marido me levasse para assistir.

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E depois de muito falar o quanto ela era legal, ele finalmente concordou em ir comigo… não sei se por realmente achar que ela era legal ou por medo de sofrer retaliações.

As coisas começaram “bem” quando minha irmã Sara e meu cunhado Brunno nos informaram que também iriam assistir a peça, então minha irmã sugeriu de irmos juntos.

Programa de casal sabe?

Eles compraram seus ingressos e estava tudo certo…

Exceto pelo fato do meu marido esquecer de comprar os nossos!

Quando fui comprar havia esgotado e só teria pra semana seguinte. Então o plano de “programa de casal” com minha irmã e cunhado havia miado…

(Trocadilho bobo, eu sei…)

Tudo bem, iríamos ter um programa só nosso então e dessa vez garanti que os ingressos fossem MESMO comprados.

Antes de chegar a nossa vez de assistir a peça, fomos visitar minha irmã e meu cunhado começou a nos falar como havia sido legal a peça, nos contando inclusive vários spoilers.

Então a melhor parte veio quando minha irmã nos disse: “Ela é super fofa e simpática e no final da peça ela tira foto com TODO MUNDO!”

E me mostrou a sua foto com a DIVA!

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Sim! Ela disse T.O.D.O M.U.N.D.O!

Além de ver a Fernandinha, eu teria uma foto com ela!!! Isso era incrível!

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Mais do que isso, minha irmã me deu dicas valiosas de como ser a primeira da fila!

Era muito simples…

Eu só precisava sair um pouquinho antes de todo mundo, ir até onde ficavam os seguranças no último andar e esperar em frente a porta.

Certo?

Não, Errado!

Chegou enfim meu dia de ir assitir a peça.

Eu estava SUPER ansiosa para assistir, mas princialmente para conhecer pessoalmente a Fernanda Souza e ainda por cima tirar uma foto com ela!

Será que meu coração aguentaria tanta emoção?

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Chegamos no teatro e eu era só alegria!

Entramos, achamos o nosso assento e esperamos a peça começar.

Valeu CADA CENTAVO pago no ingresso.

Ela é ainda mais divertida e engraçada no palco.

Rimos do começo ao fim, mas o tempo todo ficava esperta no movimento, pois queria ser a primeira na fila da foto. Então eu dava uma risada e olhava pra porta. Batia palmas e olhava pra porta.

Um olho no peixe e o outro no gato.

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Quando ela começou a fazer os agradecimentos, percebi um movimento estranho perto da porta. Algumas meninas se levantaram e começaram a sair com um pouco de pressa.

Então era oficial: Chegou o momento!!!

Falei bem baixinho no ouvido do meu marido: “CHEGOU A HORA!!!!”

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Talvez eu tenha falado um pouco alto, por que na hora todo mundo me olhou.

Também acho que ele ficou com um pouco de vergonha de mim por que ele me falou: “Vai indo lá que te alcanço”

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Azar o dele, se não me alcançar, tiro a foto sozinha!

Sai tropicando pela escada, a ponto de cair do mezanino, quando passei pela porta comecei a descer as escadas literalmente correndo.

Quando as meninas me avistaram, começaram a descer correndo também. Parecia uma maratona. E eu não estava disposta a perder!!!

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Desci ainda mais rápido, mas não encontrava os seguranças e muito menos a tal porta que minha irmã havia falado.

Enfim chegamos ao térreo. Eu e as quatro meninas.

Uma olhou pra cara da outra, até que eu enfim desembuchei: “Gente, onde espera pra tirar foto com a Fernandinha?”

Elas também estavam procurando a mesma coisa que eu, a tal da porta.

Ficamos uns 3 minutos paradas que nem tontas, uma olhando pra cara da outra, sem graça e com vergonha alheia.

Até que chega um segurança pra ver o que estava acontecendo.

Ali acabava a irmandade que tínhamos estabelecido. Elas me deixaram pra trás e foram alvoroçadas pra cima do segurança pra saber onde esperar pra foto.

Percebi que não seria mais a primeira da fila…

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Tudo bem, também não seria a última… O povo que não saiu rápido que nem eu, ficaria pra trás, inclusive meu marido! HAHAHAHAHA

Estava pensando no que falaria pra ela quando ouvi uma das meninas: “COMO ASSIM NÃO VAI TIRAR FOTO HOJE???”

E eu só no “rabo de olho” ouvindo a conversa…

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O segurança disse que naquele momento em que estávamos correndo pelas escadas, a Fernandinha estava contando os motivos dentro do teatro.

As meninas ficaram SUPER sem graças deixaram o teatro.

Eu, fiz a egípcia e fui voltando sorrateiramente pelas escadas… quando ouvi a palavra: FOTO!

Meu assento era no segundo andar e não daria tempo de chegar, então, entrei no setor VIP e fiquei escondidinha ouvindo o que ela estava falando.

Ela dizia que estava com um problema no braço e por isso não poderia atender naquele dia as pessoas para fazer a tão esperada foto…

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Pediu desculpas e e falou que tiraria uma selfie com todos juntos e depois postaria no seu instagram.

Na hora eu saquei meu celular, dei o maior zoom que eu poderia e bati uma foto dela!

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Ela disse que contaria até três e bateria a foto.

1… “Droga, estou muito longe!” – Eu pensei.

2… “E se eu subir na cadeira de alguém?”

3… Corri (literalmente) pro meio do corredor e dei meu melhor sorriso!

(Aquele borrão preto no meio do corredor sorrindo, SOU EU! EUZINHA!)

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No final valeu o tropicão, o mico, a vergonha alheia…

Conhecer a Fernanda, mesmo que a distância e saber a história dela, fez aquela noite realmente valer a pena.

Depois contei o que aconteceu pro meu marido, rimos, jantamos e voltamos pra casa, felizes e eu com mais uma trapalhada pra contar… Se não fosse assim, não seria eu. né?

No final, de um jeito ou de outro, tive uma foto só nossa com ela.

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Quem sabe a vida não me dá mais uma chance, né?

Da próxima vez, me certificarei de ser a primeira de verdade!

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Puro Tabu

Quando éramos crianças, meu pai usava um perfume meeeeegaaaa fedorento: TABU.

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Ele adorava esse perfume e toda vez que ia passar, tomava um verdadeiro banho.

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Na nossa casa meu pai tinha um bordão: “EU NUNCA POSSO TER NADA!!!”

(Dramático)

Ás vezes eu ia procurar uma meia para vestir, mas todas estavam sujas, então eu pegava as do meu pai…

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Ás vezes minha irmã estava com pressa e precisava fazer um penteado rápido para ir trabalhar, então usava o gel do meu pai…

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Ás vezes não tinha calcinha limpa…
Brincadeira! Nunca usamos as cuecas dele.
Mas segundo meu pai, essa era a única coisa que não pegávamos dele, afinal, “ele não podia ter nada naquela casa!”

Ele era um pouco dramático, confesso, mas nisso ele tinha razão… Sempre pegávamos suas coisas.

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Era dia dos pais e ele tinha uma sobrinha que gostava muito dele e sabendo do seu amor pelo Tabu, o presenteou com o perfume.

Meu pai ficou irradiando alegria com o perfume nas mãos, parecia até um troféu.

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E a primeira coisa que ele fez, foi se certificar que não mexeríamos no seu perfume.

Passou seu sermão e já deixou avisado: “Não quero que toquem, que olhem, que respirem perto do meu perfume! Vou deixar ele em cima da estante e não quero que ele saia de lá, NÃO MEXAM NO QUE NÃO É DA CONTA DE VOCÊS!”

Eu e a Sara fizemos cara de quem entendeu….

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Mas por trás daquelas carinhas, havia um plano terrível!

Já estava tudo combinado… Quando meu pai saísse, iríamos até a estante e passaríamos um pouquinho de perfume.

O que seriam algumas gotinhas? Ele nem notaria!

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Assim que meu pai saiu, começamos com a missão: “Mexer no que não é da nossa conta!”

Mas havia um problema… O perfume estava em cima da estante, alto demais para pegarmos, então precisaríamos de um apoio para alcança-lo.

Pegamos uma cadeira e mesmo assim não dava, íamos precisar ficar na ponta dos pés e esticar bem pra alcançar o perfume.

Subi na cadeira, enquanto a Sara a segurava.

Estiquei o máximo que consegui, quando finalmente senti a caixinha do perfume em minhas mãos!

NÃO ACREDITO!!!

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Eu era mesmo boa nisso!

Agora era só trazer mais pra frente com cuidado e…

… E eu não contava com o fato da caixa estar aberta NA PARTE DE BAIXO!!!

Só consegui ver a expressão da Sara ao soltar a cadeira e tentar pegar o perfume, que já estava no chão.

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Acho que aquele era nosso dia de sorte!

A tampa do perfume havia se soltado e vazou metade.

Digo que foi sorte por que sempre tínhamos uma carta na manga.

Nos concentramos e tivemos a brilhante ideia de fechar o fundo da caixa com fita…

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Limpar o chão cheio de perfume…

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E completar o vidro do perfume com água, assim meu pai não perceberia que estava faltando.

Pronto! simples assim.

Só não contávamos com o fato de que o perfume ficaria TODO BRANCO!

Parecia mais um vidro de leite do que de perfume!

Estávamos fritas!

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PAREI. 😬

Tínhamos duas opções:

PRIMEIRA:

Contar a verdade, aguentar a bronca que meu pai nos daria e conviver com o alívio.

SEGUNDO:

Esconder o perfume atrás da estante (que era super pesada), fingir que nada aconteceu, seguir a vida e conviver com a culpa.

Como boas filhas, que amavam seu pai, que queriam o bem dele, que não queriam vê-lo triste (ou bravo)… Resolvemos conviver com a culpa!

Amávamos nosso pai, mas tínhamos amor a nossa vida (e ao nosso bumbum também), e então tomamos a difícil decisão de que jamais falaríamos sobre o acontecido, jogaríamos o perfume atrás da estante e deixaríamos o tempo apagar essa história.

Qual é, não nos julguem, qualquer criança faria isso!

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Meu pai passou anos procurando por esse perfume, e todas as vezes em que ele tocava no assunto, nós fingíamos espanto e dizíamos: “Nossa! o que será que aconteceu né? que mistério! Aposto que isso é coisa do Diabo pra semear intrigas na família…”

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Anos depois, íamos nos mudar de casa e quando meu pai tirou a estante do lugar, para a surpresa de todos (menos minha e da Sara): LÁ ESTAVA ELE!

Os olhos do meu pai se encheram!

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Quando ele pegou o perfume nas mãos, ele olhou para o vidro, depois para nós e por último para minha mãe e disse como um verdadeiro especialista : “Nossa, já sei o que aconteceu! O perfume ficou tanto tempo atrás da estante que ficou até branco! Mas o cheirinho… ah! continua o mesmo!”

E de fato continuava o mesmo cheiro: TERRÍVEL!

Nem os anos e muito menos a água foram capazes de amenizar o fedô dele!

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Por fim, tudo acabou bem…

Meu pai recuperou seu perfume, nós continuamos vivas, nos mudamos de casa… até meu pai ganhar um creme corporal paixão.

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O que seriam algumas gotinhas de creme? Ele nem iria notar!

“Sara! pegue a cadeira!!!”

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Ps. Pai, te devemos desculpas!

E um tabu.

E meias.

E gel.

E creme corporal.

E cuecas…

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Estava na sétima ou oitava série…

Todo mundo tinha um talento pra chamar de seu.

Alguns amigos eram muito bons com a musica…

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Outros na dança…

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Mas eu… ah, eu sabia que dentro de mim havia um talento oculto que o mundo precisava conhecer.

Então decidi que aquela era a hora de apresentar ao mundo: A nova integrante do time de futsal da escola!

Não tinha como dar errado, afinal eu era filha do Dé, um dos maiores jogadores da Associação Atlética Alvorada!17424628_1273277662741137_4328002770773910146_n

E pra sorte dos meus futuros colegas de time, estávamos há um mês do grande campeonato inter-escolar do ano!

Já era certo, eu traria a vitória pro meu time!

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O primeiro passo então era falar com nosso treinador.

Agendei um horário com ele e fui dar a grande notícia: “Que eu seria a nova Robinha do time!”

(Naquela época era Deus no céu, Robinho na terra e Diego no coração)

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Comecei a treinar minha jogadas, meus dribles, meus… …. ah, meus passos lá.

Mas tinha algo errado, por que em todos os jogos eu ficava no banco de reservas.

Todo mundo jogava, menos eu!

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Mas eu sempre pensava: Ah, treinador esperto! Quer deixar o melhor pro final!

E de fato era, eu sempre entrava nos últimos 5 minutos do segundo tempo e estranhamente ninguém passava a bola pra mim.

Aquelas invejosas! Tinham medo de me ver brilhar!

Enfim chegou o grande dia da final, estávamos ansiosas pela vitória, que certamente viria pelas minhas jogadas ensaiadas e por toda a técnica que corria nas minhas veias.

Vesti minha chuteira (Uma umbro preta dois números abaixo do meu, que ganhei do irmão da minha vizinha), coloquei meu uniforme, passei meu deso e estava pronta pra guerra!Neymar-celebra-gol-Brasil-Paraguay-2017-efe

O jogo começou e eu não via a hora de entrar…

Minhas mãos suavam, meu coração estava acelerado e eu queria muito dar esse orgulho pra minha escola e para a lenda do futebol de bairro que era meu pai.

Acaba o primeiro tempo, começa o segundo e nada de me colocarem pra jogar.

O placar estava 2×2, precisavamos de apenas um gol para sermos os grandes campeões.

Faltando 10 minutos para o final do jogo, o treinador lembrou que eu estava ali e me deu ordens expressas: “Você vai entrar, mas não vai tocar na bola! entendeu? Fica ali naquele cantinho até ouvir o apito do final do jogo.”

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Mas o que eu entendi foi: “Vai lá e arrasa! Nossa vitória depende de você!”

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Entrei confiante.

“-Passa essa bola pra mim! Eu sei o que fazer…”

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E realmente sabia…

Faltando 3 minutos para o final do jogo, na tentativa de afastar a bola, minha companheira de time a jogou diretamente para os meus pés.

Comecei a correr loucamente com a bola!

Enquanto eu corria em direção ao gol, ouvia muitos gritos e no meio deles o do meu treinador gritando freneticamente meu nome. Pensei: “Nossa estou arrasando mesmo!”

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Eu estava tão cega pela adrenalina, que a unica coisa que enxergava era o chão e a bola.

Quando percebi que estava perto do gol, pensei: “É agora!” e dei o chute mais forte da minha vida naquela bola!

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Enquanto a bola fazia seu percusso até o gol da nossa vitória, ergui os olhos. Queria ver a cara daquela goleira, metida, rabugenta, asquero… PUTZ!

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Quem estava na minha frente era minha colega de time, me olhando desesperada enquanto tentava pegar a bola!

De repente a outra escola começou a comemorar e vi nossa goleira deitada no chão e a bola no fundo do gol… OPS! Acho que fiz alguma coisa errada….

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No meio da agitação só conseguia ouvir os gritos do nosso treinador, sua cara de PUTO e palavrões que eu jamais imaginei que pudessem existir.

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Entrei no ônibus da escola, sentei no fundo, coloquei minha blusa na cara e fui até a escola ouvindo gritos e coisas que prefiro nem contar pra vocês.

Na segunda feira fui chamada na sala do treinador, ele ainda estava um pouco zangado comigo e acabou me expulsando do time.

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Mas ergui minha cabeça, respirei fundo e decidi: “Entrarei pro time de Voleibol da escola! Não tem como dar errado! Sou filha Da Izabel, que … droga! Minha mãe nunca jogou vólei!”

Então estava na hora da família ter uma nova estrela dessa categoria!

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Minha primeira coleção

Todo mundo já colecionou coisas na vida.

Algumas meninas da escola colecionavam papéis de cartas…

Alguns meninos colecionavam selos…

Mas eu… eu colecionava um tipo diferente de papel…

Eu colecionava:

JURO! Eu tinha uma coleção de papel higiênico… Limpo é claro!

Com cheiro, sem cheiro, rosa, branco, folha dupla, simples… todo tipo de papel!

Quando eu chegava na casa de alguém, a primeira coisa que eu fazia era usar o banheiro.

Era meu hobbie favorito, usar o banheiro alheio e sair com o bolso cheio de papel higiênico.

Eu ficava horas organizando e categorizando meus papéis, mas é claro que eu mantinha essa minha coleção em segredo, afinal as pessoas podiam não entender o meu gosto peculiar por esse tipo de coleção.

Por fora, me sentia uma ladra de papéis, mas por dentro me sentia a própria Marina Ruy Barbosa.

Eu já mantinha minha coleção por mais ou menos 1 mês e tinha uma quantidade considerável de amostras…

Quando eu ia no mesmo local mais de uma vez, sempre verificava se o dono da casa havia trocado a marca do papel.

A escola era o único lugar que eu não tinha como pegar papel higiênico pra minha coleção, por que NUNCA tinha papel nos banheiros…

Um dia, depois da aula, estava ansiosa para ir embora, pois aquele era o dia da minha “contagem semanal de papéis!”

Sim… eu fazia uma contagem semanal dos meus papéis!

Cheguei em casa, guardei minhas coisas, fui pro meu quarto, abri meu caderninho onde eu armazenava os papéis e…

CADÊ OS MEUS PAPÉIS??!!

Sai procurando pela casa feito doida…

Não achava em lugar nenhum, e percebi então que o banheiro estava ocupado!

Fiquei pedindo em oração pra não ter acontecido o que eu estava imaginando.

A porta se abriu…

Então meu pai saiu do banheiro e de longe eu vi a cena do crime:

“Pai… o senhor viu minha coleção de papel higiênico?”

“Oxi, aquilo era coleção? Não sabia!”

Ali percebi… todo meu esforço havia ido pro lixo! Literalmente!

Meu pai conseguiu em 5 minutos, acabar com toda a minha coleção, que demorei semanas para conseguir!

Depois desse terrível acontecimento, resolvi colecionar tampinhas de garrafas.

Um dia ao procurá-las não encontrei… Percebi que meu pai estava no banheiro.

“Paaaaaaiiiiii!!!! As tampinhas são coleção!!!”

Melhor avisar, né? Vai que…

A paz que a bagunça nos traz…

Meu dia começou corrido, como desde sábado tem sido.

Arrumei o Cacá pra escola, tomei um banho correndo, improvisei um café da manhã/pizza amanhecida de domingo e sai correndo de casa.

Casa que por sinal só tem nos recebido para dormir nos finais dos dias desde segunda…

Minha mãe está passando por mais uma internação (está tirando tudo de letra como sempre! QUE MULHER!) e eu estou tendo o privilégio de cuidar dela.

Sempre fui muito zelosa com a minha casa.

Quem a frequenta sabe, é tudo sempre limpo e no lugar… e faço isso por que AMO cuidar do meu lar.

Nesses últimos dias esse amor não condizia…

Tinha louça na pia, pasmem, desde sexta feira à noite. Sapatos por todo canto. Roupas no sofá. Toalhas espalhadas no banheiro… um verdadeiro campo de guerra…

Hoje quando acordei fiquei triste comigo mesma… como deixei chegar a esse ponto?

A vida às vezes é assim né?

Deixamos acumular sentimentos, varremos as coisas pra debaixo do tapete, vamos descuidando da aparência, o amor e zelo vão se perdendo… e o que fazer no meio do Caos e bagunça interna? O que fazer quando não sabemos nem por onde começar?

Sai de casa. Na estação enquanto esperava o trem no meio de uma multidão de pessoas que olhavam fixamente para seus celulares, olhei pro céu…

Vi que ele tinha mais de 5 tons diferentes de azul, e achei aquilo incrível!

Vi também como a árvore balançava de uma forma magnífica com o vento soprando sobre ela. Uau!!!

Vi ali, o privilégio… estava bem ali, na frente de todos, mas quase ninguém estava vendo…

Algo que uma casa bem limpa não me daria… PAZ.

Passei um dia maravilhoso cuidando daquela que me deu a vida. Que sempre teve a vida e a casa bagunçadas por mim…

Voltei pra casa a tarde.

Cheguei cansada. Trem lotado, suor, sono acumulado e duas opções: dormir ou por as coisas em ordem.

Dormir seria uma boa opção, faz tempo que não durmo bem.

Mas algo não estava certo.

Decidi: Preciso por tudo no lugar.

Lavei a louça, troquei os lençóis, passei um pano no pó, pus a roupa suja para lavar…

E enquanto fazia isso, sentia algo incrível dentro de mim: Deus colocando minha vida no lugar.

Termino meu dia com a casa em ordem e meu coração no lugar.

A imagem da pia cheia se foi e nem me lembro mais do tsunami doméstico (juro que não é exagero)… aqui agora fica somente a paz.

Meu marido e filho chegaram, tocando a campainha e invadindo a casa com a alegria que me faltava. E com um jantar preparado com tanto amor pela minha irmã mais velha para nós.

Uau! Que dia!

Terão dias em que a casa ficará bagunçada de novo, e tudo bem descansar e deixar a arrumação pra depois.

Às vezes o coração vai ficar cheio também, a bagunça vai se instalar… e tudo o que é necessário fazer é: olhar para o céu e permitir que a paz entre.

Priorizar as pessoas e a você mesmo, precisa ser o lema da sua vida.

Como eu aprendi com o dia de hoje!

No meio da bagunça, encontrei a minha paz!

O terrível dia…

Desde que engravidei, temia pela chegada desse dia…

Eu sabia que uma hora ou outra teria que passar por isso… Só não imaginei que fosse assim…

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Desde que o Cauã nasceu, tenho me dedicado integralmente a uma tarefa: SER MÃE!

Como alguns sabem, ele nasceu com uma má formação nas mãos, chamada sindactilia simples (o dedo anular e médio eram grudados), e precisaria passar por algumas cirurgias para fazer tal correção. Então por esse e outros motivos, decidi que me dedicaria integralmente a ele.

Não foi uma decisão fácil deixar de trabalhar, de estudar, de fazer coisas que eu amava, para me entregar a uma nova e desafiadora tarefa, mas estava disposta a tudo pelo bem estar do meu pequeno bebê, afinal, eu seria capaz de tudo por ele! (mães entenderão melhor do que estou falando…)

E esses quase três anos em que fiquei integralmente no meu papel de mãe/ dona de casa/ esposa, foram MUITO difíceis…

Tiveram dias em que eu achei que não aguentaria!

Já me tranquei no banheiro pra tirar um cochilo…

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Já amamentei escondido, por medo de incomodar ou de me olharem de “cara feia” em algum local publico…

(E como me arrependo disso! Os incomodados é que deveriam se retirar)

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Já ouvi MUITOOOOOOOOOS palpites sobre como cria-lo, quando deveria parar de amamenta-lo, como vesti-lo, como ensina-lo … … …

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As pessoas simplesmente não sabem o limite de parar.

E dependendo do meu dia, as respostas eram bem variadas…

GENTE SEM NOÇÃO: -Não prefere amamentar em um lugar mais reservado?

Eu, mentalmente -Não! Se eu preferisse, já estava lá. E você? Não prefere cuidar da sua vida?

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Eu, verbalmente: Não obrigada, mas eu gostaria de um copo de água… amamentar dá uma sede menina!

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GENTE SEM NOÇÃO: -Nossa! Ele assiste muito desenho né?

Eu, mentalmente -Pois é querida! Já tentei coloca-lo pra assistir jornal nacional enquanto a casa se limpava sozinha, mas não funcionou…

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Eu, verbalmente : Ele tem os horários certos para assistir. Geralmente são enquanto eu limpo a casa Q.U.E.R.I.DA!

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GENTE SEM NOÇÃO: -Mas você é tão nova pra ser mãe!

Eu, mentalmente – E você é tão velha pra ficar se metendo na minha vida!

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Eu, verbalmente: – Estava nos meus planos ser mãe agora. Mas obrigada pelo “Nova”.

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GENTE SEM NOÇÃO: -Mãezinha, melhor cobrir ele, tá frio.

Eu, mentalmente – Mãezinha? REPETE O QUE VOCÊ FALOU!!! Se não calar a boca,eu te chuto até amanhã!

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Brincadeiras a parte, (ou não), esses anos em casa com o Cauã, me fizeram crescer muito como pessoa…

Mas hoje, dia 04 de Fevereiro, um novo ciclo se iniciou em nossas vida…

O terrível primeiro dia na escola chegou!

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Acordei com um nó na garganta, uma sensação estranha, um vazio…

Fui em silencio no carro até a escola, e chegando lá, apresentei a ele sua nova “segunda casa”…

Enquanto caminhávamos pelos corredores da escola, muitas coisas vieram em mente…

Como ele vai comer sem minha ajuda? E se ele precisar da cobertinha? Ou pedir algo que elas (professoras) não entendam???

Esse bebedouro está muito baixo! E se ele se molhar? Se afogar? Se machucar???

E enquanto caminhávamos para a sala dele, vimos crianças chorando, gritando, agarradas as suas mães… E eu já imaginava como seria a terrível despedida.

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Chegamos na sala dele, mostrei os amiguinhos e falei como seria divertido o primeiro dia dele na escola.

A “tia” chegou e chamou ele para entrar na sala… e ele foi pro colo dela…

Pode parecer exagero da minha parte, (eu sou meio dramática, vocês sabem…),mas naquele momento, era como se eu estivesse me despedindo do meu bebezinho. A partir daquele momento, o Cauã iria aprender a como viver independente e sem precisar dos meus cuidados…

Dei um beijo nele, disse que o amava e que daria tudo certo.

E ele entrou pra sala.

Meu coração nesse momento, estava DILACERADO, fiquei ao lado da porta esperando ouvir os gritos dele chamando por mim, o desespero ao me ver indo embora, o desalento pela minha partida, a aflição, agonia, cólera por ver sua mãe indo embo… perai!

Eu não estava ouvindo NADA!

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Coloquei minha cabeça para dentro da sala para ver o que estava acontecendo…

E o que vi, me fez chorar…

MEU FILHO CRESCEU!

Ele estava sentado no chão, ao lado de outros meninos, brincando com um carrinho.

Disfarcei, fiz algumas recomendações para a professora, e fui embora.

Meu telefone tocou por duas vezes e imaginei ser alguém da escola, dizendo que o Cauã estava precisando de mim… mas não era.

Ele estava bem, e sem a mamãe!

Agora estou sentada em frente ao meu computador, fazendo algo que há três anos não faço…

Estou sendo a REBECA.

Não a Rebeca mãe, que é cuidadora, protetora, e defensora…Ou a Rebeca que passa o dia correndo, limpando e cozinhando… Não a Rebeca que troca fraldas, se veste de Jessye, ou canta Palavra Cantada…

Apesar do silencio, eu estranhamente sinto falta do caos e do barulho, e me pergunto, como é ser eu novamente?

Agora viveremos uma nova fase, voltarei a trabalhar, a estudar, a ser independente… E do outro lado, o Cauã vai aprender que ele é um ser com suas próprias necessidades.

Mas uma coisa é certa…

A maternidade, foi a melhor coisa que me aconteceu, e com certeza, abriria mão, passaria noites sem dormir, faria tudo outra vez, para ter em meus braços, meu, PRA SEMPRE, bebezinho…

 

Para Cauã, aquele que faz tudo valer a pena!

 

 

 

Uma madrinha quase perfeita 

Preciso admitir: Algumas coisas não foram feitas pra mim, como por exemplo:

Andar de skate …


Me equilibrar sobre dois pedaços de madeira…

Jogar futebol…

Entre muuuuiiiitaaaas outras coisas, mas existe uma coisa em especial que definitivamente não foi feita pra mim: SER MADRINHA DE CASAMENTO.


Sente-se meu caro leitor, vou te explicar o por quê…


Dia: 30 de Junho de 2012.

Casamento: Karine e André

Conheci a Ká aos 14 anos, quando me mudei com meus pais para uma casa na rua onde ela morava.

Depois de algumas semanas morando lá, nos conhecemos e entre tapas e beijos, nascia ali uma grande amizade…

 Anos se passaram e então veio a grande notícia : Fui convidada pela primeira vez para ser madrinha de casamento!

Minha tarefa era simples: Buscar a Karine no salão e levá-la para a igreja, certo?

Não. Errado! Se tratando de mim, isso não seria uma tarefa fácil…

O casamento estava marcado para ás 18h30, mas às 18h40 eu e meu marido ainda estávamos  deixando as meninas (A Sara e a Bruna, que passaram o dia se arrumando comigo),  no local onde seria o casamento e logo depois iríamos buscar a Karine no salão onde ela estava se arrumando. Se não fosse por um problema…

Eu havia esquecido de passar desodorante!

Quando me lembrei estávamos a caminho do salão, então falei pro meu marido que PRECISAVA voltar em casa.

Ele, super pontual, ficou bravíssimo comigo, mas disse a ele que era questão de vida ou morte.

Imaginem que constrangedor seria na hora dos cumprimentos, ou durante o jantar, ou pior, na hora de levantar os braços para dançar…


Bom, meu marido foi até nossa casa, passei meu desodorante e 40 e tantos minutos depois do combinado, pegamos a noiva!

O Casamento foi LINDO, chorei horrores, e ver minha amiga se casando foi um dos momentos mais lindo ( e cheiroso) da nossa amizade. 


Dia: 11 de Maio de 2013.

Casamento: Ana e Phillipe

A Ana é minha única amiga de infância. E falo isso sempre com um orgulho IMENSO.

(Estamos com essas roupas bizarras por que estávamos fazendo uma peça bizarra).
Somos amigas há 22 anos, sem nenhuma briga e váriaaaaaaaaaas histórias ao longo da nossa amizade.

Ela é quase uma irmã pra mim e é claro que quando ela decidiu casar, me convidou para ser sua madrinha (aí dela se não me chamasse! Teríamos então nossa primeira briga! rsrs)

No dia do casamento dela, meu marido ía trabalhar, então já tínhamos planejado tudo. Eu iria me arrumar em casa e quando ele chegasse iríamos para o casamento.

Simples né? NÃO!

Ás 10h00 meu celular toca, era a noiva!

-Oi Ninha!

-Oi Fú! (Esse é o meu apelido de infância. Só ela, sua família e meu pai me chamam assim hoje em dia – graças a Deus!)

-Estou indo me arrumar no salão!

-Que legal amiga ( eu estava fazendo as unhas, em casa).

-Vou passar o dia sozinha…

Conseguia imaginar a carinha dela no telefone… 

E ela continuou….

-Sozinha no dia do meu casamento…

– Sem ninguém pra conversar…

-Completamente só…


– Abandona…

Eu a interrompi : – Quer que eu vá com você? – Disse eu, com as unhas mal pintadas, cabelo sem escovar, coisas pra fazer…

-SIM! Em meia hora passo ai! – E desligou.

E nesse dia descobri algo que temos em comum… O NÃO CUMPRIMENTO DOS HORÁRIOS!

Ela passou na minha casa quase uma hora e meia depois do combinado, toda tranquila, como se tivesse a vida inteira pra se casar.

Chegamos no salão hiper, mega, master, super, ultra atrasadas, e ela, em toda sua cara de pau, foi ver se tinha um horário vago pra eu poder me arrumar por lá também.

Obviamente não tinha, mas acho que a dona do salão se compadeceu da minha carinha de: “E agora? O que vou fazer?” (Cara que aprendi pela convivência com a Ninha).


Ela então, acabou abrindo uma exceção e pediu para uma funcionária escovar meu cabelo.

Todos estavam com pressa, inclusive a menina que me “arrumou”… Cheguei a essa conclusão quando ela terminou de escovar meu cabelo… 

Faltando 2 horas pro casamento, meu marido me buscou no salão para me trocar (e dar um jeito naquela arapuca).

Quando cheguei em casa, parecia um furacão.

Fui tomar banho, terminar as unhas, escovar o cabelo (novamente), me maquiar, passar o vestido e … ME ATRASEI!

Chegamos no salão do casamento praticamente juntas e então o grande momento chegou.

Meu cabelo não estava como eu havia planejado, as unhas estavam completamente mal feitas e minha maquiagem estava péssima…

Mas quando olhei pra ela, toda a correria do meu dia valeu a pena.

Ela estava LINDA!

E quando eu a abracei na hora dos cumprimentos, senti a sensação de “dever cumprido”, por que ela estava feliz e eu sabia que tinha contribuído para essa felicidade.


E aquele então, se tornou um dos meus dias preferidos,  o dia em que minha amiguinha de infância, se transformou numa linda mulher casada e feliz!
Dia 11 de Abril de 2014.

Casamento: Jéssica e Felipe

Eu e a Jé nos conhecemos quando tínhamos 17 anos. Freqüentávamos a mesma igreja e desde que a vi, foi amor a primeira vista.


Ela é completamente diferente de mim, em quase tudo, acho que isso é o que torna a nossa amizade tão especial.

Eu sinceramente não esperava ser convidada para ser sua madrinha, e pra mim, foi uma grande surpresa e no fundo me trouxe um pouco de preocupação…

O Cauã estava com apenas 5 meses e eu até então, só o alimentava com leite exclusivo materno (Na linguagem mais popular: Ele só mamava no peito).

Meu maior medo era dele sentir fome durante a cerimônia , começar a chorar, eu ter que sair para amamentar, e acabar estragando todo o momento mágico do casamento.

Mas eu jamais recusaria o convite de uma amiga tão querida, então aceitei e fiquei torcendo pra que tudo desse certo.

E é claro que não deu!


Ela se casou em uma sexta feira, às 8 da noite,  então o dia foi MEGA corrido. Meu marido havia trabalhado e nós não fazíamos ideia de onde ficava o local do casamento, mas tínhamos o GPS, que nos levaria seguros e tranquilos até o…. NÃO! Nossa noite começou mesmo quando o bendito GPS resolveu nos deixar na mão!

Agora estávamos atrasados e PERDIDOS!

Chegamos ao local do casamento quase 30 minutos depois do horário combinado e pra nossa surpresa todos já estavam lá, inclusive a noiva!

Já cheguei me desculpando…

-Foi mal pelo atraso. Foi mal! Já pode começar…

adriana-esteves
O Cauã entrou com a minha irmã e nós seguimos para a fila de padrinhos.

E quando chega na minha hora de entrar…

Eu toda sorridente, puxando conversa com todo mundo, não percebi o “pequeno acidente em minha roupa”…


Quando senti algo quente escorrendo pela minha barriga me dei conta: MEU LEITE ESTAVA VAZANDO!!!


Entrei em PÂNICO!

Falei para a responsável pela organização dos padrinhos que eu precisava urgentemente de um pano ou papel toalha, mas ela não ouviu absolutamente NADA do que eu falei e com um leve empurrãozinho que quase me derrubou disse: “Pode entrar! É a vez de vocês!”


E entramos no salão! Todos nos olhavam…


E na minha cabeça eu estava assim:


Quando na verdade ninguém havia percebido, já que meu vestido era escuro!

A cerimônia foi super rápida e acabou não dando tempo do Cauã sentir fome (ufa!).

E quando tudo terminou, a única coisa que chamava a atenção de todos naquele lugar, era a alegria no sorriso da minha amiga.

Nunca tinha visto ela tão feliz, e apesar da roupa molhada e o cheiro de leite materno, aquele dia ficou marcado como um dos mais felizes da minha vida, por que vi alguém que amo tornando um sonho em realidade.

E quer saber? Acho que no fundo todas as trapalhadas e contratempos fizeram com que esses dias ficassem marcados para sempre na minha memória e coração, e no fundo, lá no fundinho, bem escondidinho, onde quase não dá pra ver, acho que sou uma boa madrinha…

E hoje, escrevendo esse post, sabe qual a minha memória preferida de todas elas?

A do dia 11 de novembro de 2011, quando o MEU grande dia chegou.

Onde não houve atrasos, meu cabelo, unhas e penteado estavam perfeitos, onde minha roupa estava cheirosa e seca e onde ELAS estavam ao meu lado, fazendo com que o dia do meu casamento fosse o mais lindo e perfeito de toda a minha vida…